CAPÍTULO 11


Eugénia, a Tocadora de Bandolim


Eugénia, de pé, com o seu vestido arrojado e penteado à la Fontange, toca em dueto com um cravista as cordas do seu bandolim.

Os convidados mostram agrado à melodia que enche a sala, e entre uns e outros vão-se trocando olhares para ver quem melhor forma par para uma dança.

A dada altura, os cavalheiros inquietos decidem-se e começam a dirigir-se para as donzelas que os aguardam sentadas.

Assim que começa a animação, na sala são servidas iguarias em bandejas de prata. Empadas de galinha e codorniz condimentadas com canela e outras especiarias, doces conventuais preparados com açúcar do Brasil, amêndoas, frutos cristalizados e outros caramelizados e embrulhados em papelinhos recortados.

Os galãs, numa missão que lhes é fácil, não vacilam ao avançar para as eleitas. Com êxito, tomam as donzelas pelo braço e conduzem-nas para o centro da sala. Os tímidos e envergonhados ficam a observá-los e a admirá-los. Vão-se servindo das bandejas para disfarçar, e enquanto comem e bebem aguardam que lhes chegue a coragem.