PRÓLOGO


Ainda não havia uma estória para contar, e já o Castanheiro com os seus braços fortes estendidos, irrompia na paisagem.

No horizonte, o seu porte vê-se ao longe como o desenho de um grande chapéu. Na sua imensa copa, as aves procuram abrigo ao entardecer, e em bandos, que mais parecem nuvens, partem estridentes em cada amanhecer.

Um dia, sob o olhar do castanheiro, quis uma família marcar os limites de uma Casa e do terreno que havia em seu redor.

Para isso, mandou construir um muro alto com um amontoado de pedras empilhadas com a mesma robustez da árvore.

Como um privilégio, o muro recebe todos os dias, em diferentes horas, a sombra enviesada do seu tronco, projetada como o grosso ponteiro de um relógio.

Imponente, o Castanheiro, a maior e mais pesada referência do lugar, dá nome à Quinta que vê nascer: A Quinta do Castanheiro.



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