O Museu Nacional do Azulejo abraçou a proposta do Laboratório #7 de introduzir uma série de projectos cerâmicos de 6 artistas, neste que é o palco privilegiado de apresentação de uma das mais genuínas manifestações da originalidade portuguesa, o azulejo. As obras destes artistas reflectem os aspectos individuais da sua semântica e pesquisa artísticas, maioritariamente produzidas no ambiente industrial de uma fábrica de Alcobaça, a São Bernardo. No (re)criar de cenografias, acentuando dinâmicas, ultrapassando os limites seguros de áreas anódinas de exposição temporária, eles ocuparam o espaço memória do edifício e do remanescente do seu equipamento original, num efeito surpresa, por vezes desconcertante, por vezes poético, mas que visa obrigar o observador a olhar o que o rodeia de outra forma, a questionar-se sobre a sua função original, antes do tempo o ocupar e cristalizar numa reminiscência de outra época.

Composta por 62 peças cerâmicas/instalações, esta exposição é pontuada pelas formas informes de Graça Pereira Coutinho, pelas marcas do fogo de Maria Pia Oliveira, pelas criaturas de Sofia Castro, pela exuberância de Bela Silva, pela limpidez da matéria de Beatriz Horta Correia e pelos diálogos de Luís Nobre.

Horário: terça a domingo, das 10h00 às 18h00
Exposição patente até 1 de Setembro de 2013

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catálogo
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