Visitas orientadas para grupos sob marcação prévia.
Contactos - 218100340
                     mnazulejo.se@imc-ip.pt


Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogénito e envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio, porque não havia lugar para eles na hospedaria
.

Lucas, 2, 6-7

Para viver a Natividade, o Museu Nacional do Azulejo, instalado no convento de clarissas da Madre de Deus e possuidor de um dos primeiros e, porventura, o mais belo presépio figurado do século XVIII, projectou a partir da exposição Três Estrelas e um Menino. Presépios de Delfim Manuel, um conjunto de actividades relacionadas com a quadra natalícia: oficinas de modelagem, para que cada um possa criar o seu próprio presépio e enfeites de Natal, e ainda concertos que através dos mais conhecidos cânticos do reportório nacional e internacional evocarão o nascimento do “Soberano Menino”.

Tendo em conta que no convento da Madre de Deus as freiras Franciscanas Descalças da primeira Regra de Santa Clara tinham uma casa que albergava um grande presépio, que abriam no tempo do Natal para ver o mistério de Deus Nascido e contemplar a carne do Divino Verbo; que a espiritualidade franciscana é alimentada pela contemplação artística da Natividade e que São Francisco de Assis organizou o primeiro presépio, em Greccio, a partir do qual a tradição sai do espaço das igrejas, possibilitando assim a sua apropriação por todos os cristãos, achamos oportuno mostrar os presépios de Delfim Manuel, em que um número variável de figuras do povo plenas de dinamismo, graciosidade e até irreverência se organizam à volta da Natividade.

Esse carácter de humanidade e frescura que o Santo de Assis procurou imprimir ao criar esta tradição, transportando-a para o tempo profano, identifica-se na obra de Delfim Manuel, que se auto-denomina artesão, mas cuja criatividade ultrapassa esse plano no vivaz e na expressividade dos seus constituintes.

A realização deste evento não teria sido possível sem o trabalho inexcedível de Alexandre Nobre Pais e a colaboração dedicada da equipa do Museu Nacional do Azulejo, com a coordenação experiente de Norberto Luís coadjuvado por Paulo Catarino e Jorge Francisco; à Divisão de Documentação Fotográfica sempre empenhada e disponível; à paciente designer gráfica; à Lusitânia Seguros – Grupo Montepio, patrocinador institucional dos Seguros; à Sotinco que generosamente tem fornecido tintas para as diferentes exposições realizadas e pintura do edifício desde 2009. Finalmente, um agradecimento muito especial é devido não só ao espírito criativo de Delfim Manuel, mas também à sua pródiga atitude indispensável à concretização desta actividade.

Maria Antónia Pinto de Matos

Directora do Museu Nacional do Azulejo