No ano em que se comemora o centenário da Implantação da República em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, o Museu Nacional do Azulejo inaugura a exposição temporária “Cerâmica Portuguesa da Monarquia à República”, com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Esta exposição apresenta 180 peças, de faiança, porcelana e azulejo, produzidas entre a década de 1870 e os anos da 1ª República, permitindo documentar a forma como a produção cerâmica, de autor e industrial, acompanhou a evolução do gosto na transição do século XIX para o século XX e, ao nível iconográfico, a mudança de Regime.

Neste último sentido, constatam-se alterações temáticas na apologia do novo poder e de personalidades emergentes da vida política, mas identificam-se, em simultâneo, permanências de determinados tipos de representação, de carácter historicista e evocativo, integradas numa tentativa de definir em cerâmica um imaginário nacional.