Pela primeira vez, o Museu Nacional do Azulejo  realiza uma exposição de espólio arqueológico e dificilmente se poderia começar de melhor forma do que com os materiais recolhidos no que outrora constituíram, no final do século XVI e início do século XVII, os restos de um importante contexto de produção cerâmica que integrava quatro fornos. No interior destes surgiu um grande número de materiais resultantes de um acidente com uma fornada, constituindo um dos mais importantes achados recentes para a compreensão dos procedimentos associados à manufatura de peças de barro e faiança, para este período. Para lá de toda a informação histórica que daqui resulta, estamos perante objetos que, apesar de destruídos e de resultarem de um infortúnio, são capazes de nos cativar com uma beleza que somente se pode encontrar na imperfeição.

Esta exposição integra-se nas atividades do Mês do Azulejo, uma iniciativa conjunta do Museu Nacional do Azulejo (MNAz), do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do ARTIS - Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, que promove uma série de ações de reflexão acerca da tradição do Azulejo em Portugal.