O Museu Nacional do Azulejo tem vindo a renovar os seus espaços expositivos, sendo o próximo a Sala dos Arcos onde poderá ser visto o acervo da chamada Grande Produção Joanina (1725-1750), de que aqui se faz uma apresentação prévia.
Entre 1725 e 1750 houve um grande aumento da produção de azulejos, em resposta ao crescimento das encomendas, muitas delas chegadas do Brasil.
Para igrejas, conventos e palácios, fizeram-se painéis de azulejos, de pintura a azul sobre branco, nos quais a cenografia barroca das molduras, por vezes recortadas, ganha protagonismo em relação à figuração das cenas centrais.
Os temas organizavam-se em programas iconográficos, sendo os espaços religiosos revestidos com narrativas das vidas de Jesus, da Virgem ou dos Santos, e os palácios e respetivos jardins com cenas de género, de caça, marítimas, guerreiras ou mitológicas.
Nesta época, produziram-se também representações em tamanho natural de personagens em atitudes de espera ou cumprimento, as figuras de convite.

O Museu agradece ao seu grupo de Amigos e à Sotinco o apoio para a apresentação desta sala.