O Museu Nacional do Azulejo tem vindo a renovar os seus espaços expositivos, sendo o mais recente a sala Santos Simões, onde pode ser visto o acervo do chamado Ciclo dos Mestres (1690-1730).
Esta sala, com uma nova museografia, mostra obras dos pintores Gabriel del Barco (com trabalhos assinados entre 1691 e 1700), do monogramista P.M.P (ativo entre 1713 e 1725), e da oficina dos Oliveira Bernardes, das primeiras décadas do século XVIII, assim como um painel do mestre holandês Willem van der Kloet (1666-1747), parte de um conjunto encomendado para Portugal em 1707.
O Ciclo dos Mestres foi o período em que os pintores de azulejos assumiram o estatuto de artistas, passando a assinar as suas obras. Estas eram pintadas em azul sobre branco, citando a porcelana da China que os portugueses foram os primeiros a trazer para a Europa.
Neste período de afirmação da estética barroca, predominavam os painéis figurativos encomendados pela Igreja e pela Nobreza.
Organizavam-se em programas iconográficos constituídos por narrativas das vidas de Santos, de Cristo ou da Virgem, mas também com cenas de género, caçadas ou representações mitológicas.